Tomara que os nossos enganos mais devastadores não nos
roubem o entusiasmo para semear de novo. Que a lembrança dos pés feridos
quando, valentes, descalçamos os sentimentos, não nos tire a coragem da
confiança.
Que sempre que doer
muito, os cansaços da gente encontrem um lugar de paz para descansar na varanda
mais calma da nossa mente.
Que o medo exista,
porque ele existe, mas que não tenha tamanho para ceifar o nosso
amor. Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém
deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer-se do nosso...
Que,
mesmo quando estivermos doente, não percamos de vista nem de sonho a ideia da
alegria. Tomara que apesar dos pesares todos, a gente continue tendo valentia
suficiente para não abrir mão de se sentir feliz. Tomara

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